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quinta-feira, 17 de março de 2011

LEVANTA, VEM PARA O MEIO E ESTENDE A TUA MÃO


UMA PLATEIA DE OBSERVADORES DE CULTO

Em um outro sábado, Jesus foi em um culto. Entrou na sinagoga e começou a ensinar. No meio do povo, estavam os escribas e fariseus. Aqueles homens estavam ali, como espectadores de culto, ou seja, estavam assistindo a àquela reunião para ver se Jesus faria alguma cura naquele dia, para o criticar. Eram como torcedores vendo um jogo de futebol pela torcida e esperando o momento certo para xingar a mãe do juiz.

Jesus, o Verbo Vivo, já havia se declarado Senhor do Sábado. Ora, o mundo foi criado pela palavra, pelo verbo. E Jesus é o verbo! E pela palavra, pelo verbo, pela ação do verbo, Deus fez o mundo. O verbo era Deus, estava com Deus e andava com Deus. No sétimo dia da criação, Jesus, Verbo Vivo, palavra que produz vida, descansou da obra de sua criação.

Mas os doutos judeus não reconheciam Jesus como o Messias e guardavam o sábado. Por isso, ficavam matutando uma maneira de acabar com aquele sujeito feio de Nazaré, que cumpria os ensinamentos da Torá, mas ao mesmo tempo, fazia com que alguns deles não tivessem sentido:

- Esse homem é um perigo no nosso meio! Ele faz o povo ficar sem controle. No sábado realiza umas magias que cura os doentes, prega uma tal de circuncisão do coração e se diz Filho de Deus! Vê se pode! Não pode! Essa multidão fica agitada e acaba com a nossa liturgia. Entram aqui dentro sem reverência, quando não ficam pelas ruas louvando a Deus, dizendo que estão cheios do Espírito Santo, num "reteté" misterioso, falando umas línguas esquisitas.... Até os mais colunáveis, como Zaqueu, coletor de imposto, subir em árvore para vê-lo passar; Jairo, grande na sinagoga, mandou empregado chamá-lo para dar um jeito na doença da filha. Não podemos deixar que ele continue fazendo isso! É um pecador, um fanfarrão blasfemador!

Jesus, porém, conhecia os seus pensamentos.


NO MEIO DOS ESPECTADORES, UM EXPECTADOR

Neste mesmo sábado, um homem resolveu ir ao culto. Ele tinha um problema sério e não podia estar ali. Sua mão direita estava ressequida ou mirrada. Em outras palavras, ela foi acometido por lepra. Segundo estudiosos da Torá, o médico da época era o sacerdote. Esse homem, sem nome, sem genealogia, apresentou-se ao sacerdote. Após o diagnóstico, foi decretado que ele não poderia mais conviver com os irmãos, amigos e vizinhos. Mas esse sujeito era um cara de fé, nutria expectativas, desejo de ficar curado, de levar uma vida normal. Provavelmente, fez um voto a Deus e a lepra não evoliu; contudo, a doença ficou na mão e não passou do pulso.

Para o judeu, sábado é um dia de buscar a Deus. E por conta dessa busca, cria-se uma grande expectativa sobre o domingo, primeiro da semana, pois os milagres poderiam mudar o ciclo da semana que se inicia. E esse sujeito resolve ir ao culto, mesmo correndo o risco de ser condenado a morte por apedrejamento, pois queria adorar a Deus, queria entrar na presença do Altíssimo e tinha expectativas sobre o que poderia acontecer depois. Ele não podia apresentar a mão em adoração, pois todos veriam o seu problema. A parte doente, fica escondida. Se fosse hoje, diria que ele meteu-a no bolso do paletó ou da calça. Ficou em um cantinho para não chamar a atenção, não precisar cumprimentar ninguém.


LEVANTA, VEM PARA O MEIO E ESTENDE A MÃO

Jesus viu a adoração sincera daquele homem e sua confiança de que poderia ser curado. E como estava ministrando, sabia que sua palavra estava produzindo esperança naquele coração. Fez um convite ao homem que tinha expectativa, ou melhor, que nutria uma esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas. Convidou-o para que se levantasse e fosse para o meio, à frente de todos. E ele foi.

Jesus, sábio como só ele é, disse ainda aos fariseus e escribas:

- Então, o que vocês acham? A lei permite, no sábado, fazer o bem? Ou não permite? Em um sábado, podemos salvar uma vida? Ou devemos deixá-la morrer?

Sem respostas verbais, Jesus olha para todos, mas como muito carinho para o homem que está no meio e pede que ele estenda a sua mão. Acredito que eles devem ter sorrido um para o outro. Sem, receios, sem medo o sujeito estende a mão, que aparece restaurada, curada, reconstruída. E o sorriso deve ter se transformado em alegria, em abraço, em pulo, em exaltação ao dono daquela palavra viva.

O convite de Jesus hoje é esse: levanta e vem para o meio, para o centro da minha vontade, para que eu torne públicos os milagres pelos quais você tem clamado em secreto. Para que eu restaure e cure a parte da tua vida que está doente, a parte que você tem vergonha de mostrar, por medo de ser criticado, apedrejado, ameaçado. Então, querido leitor, atenda ao chamado de Jesus hoje! Não fique pesando o tamanho do teu pecado ou que talvez você não seja digno. Que vida de crente não é para você, porque é! Deus te conhece muito antes da sua mãe engravidar. Ele sabe o teu nome e quer produzir mudança na tua história.

Inicie esse novo ciclo com Jesus. Ele pagou tua dívida com preço de sangue na cruz do calvário! Por suas chagas fomos curados. Se hoje, você ouvir esse convite, levante-se, venha para o meio e estenda a tua mão.

Fonte: Lucas 6:1-11

quarta-feira, 9 de março de 2011

EU, O CARNAVAL E O SAMBA


Desde pequena, meu pai me incentivava a gostar de samba e carnaval. Lembro-me dele feliz vendo os meus pezinhos na cadência do samba: pra frente e pra trás, pra frente pra trás, pra frente e pra trás, quebra de ladinho e de repente, um pulinho para dar um charme ao requebrado. Os ombros e os braços acompanhavam o movimento e muitas vezes, punha-me a girar com uma vassoura na cintura como se fosse uma porta-bandeira.Aos 4 anos, sofri um acidente que mudou tudo. Atravessei a Av. Cônego de Vasconcelos, em Bangu, com tudo. Um ônibus vinha na minha direção. Minha irmã, de quem eu tinha mordido a mão antes de sair correndo pelo meio da rua, lembra-se de tudo. Segundo ela, o impacto da batida foi tão grande, que voei para o outro lado da rua. Minha cabeça não abriu mas surgiu um "galão" na hora. Ainda tenho uma leve cicatriz entre o nariz e boca. Quebrei o fêmur esquerdo.Não gosto de falar desse período do hospital porque foi um tormento. Depois, veio o processo de recuperação: rápido e sem sequelas, graças a Deus. Tem gente que acha que eu não bato bem da cabeça, rs... Mas acho que isso não tem a ver com o acidente. A pancada deve ter colocado alguns pinos no lugar. Tempos depois, meu pai visitou uma cidade do interior de Minas e acabamos nos mudando para lá. Ele já estava aposentado e não queria correr o risco de me ver parando ônibus novamente. Foi bom. Cresci sabendo o que era galinha, pato, ganso, vaca, cavalo, rio, cachoeira, bicho de pé, carrapicho, jabuticaba no pé, fogão a lenha, lama etc. O carnaval era um pouco diferente. Assistíamos aos desfiles pela TV e acompanhávamos a apuração fazendo nossas tabelinhas e gritando a cada "nota 10" recebida pela escola do coração. Meu pai explicava cada quesito e a história do carnaval carioca. Ele morreu quando eu tinha a idade de 10 anos. Estava doente. Fumava muito. Antes de morrer, abandonou o espiritismo. Minha mãe tinha começado a frequentar uma igreja batista. Ele odiava. Mas esse ódio durou pouco tempo. Meu pai entregou sua vida à Jesus um pouco antes de morrer, após ser internado em coma. Até aí, isso não tinha muito sentido para mim.Quando me converti ao evangelho de Jesus Cristo tinha quase 14 anos. E o Carnaval era um dos momentos mais difíceis do ano. De um lado toda a beleza da festa: o enredo, a comissão de frente, o abre-alas, as alegorias, a evolução das baianas, a velha guarda, os cortejos entre mestre-sala e porta-bandeira, enfim... a história a ser contada no desfile. Some-se a tudo o apito dos mestres de bateria e a marcação dos repiques, tan-tans, tamborins, agogôs aguardando um choro de cavaquinhos e cuícas. E pode parecer loucura, mas o sangue esquenta e parece que o corpo quer ir junto. Os pés começam a bater sem sentir.De outro lado, tinham os meus conflitos espirituais e a ausência do papai. Espiritualmente, os católicos lidam bem com isso. Brincam os 4 dias, recebem as cinzas na quarta, guardam (alguns) a quaresma e extravazam no sábado de aleluia. Mas eu tinha deixado o catolicismo para trás porque ele não me preenchia. De outro, faltava alguém explicando os detalhes de cada escola. Mas o ritmo do samba continuava ali, implicando com o meu corpo. Hoje, minha percepção sobre o que o meu pai dizia não mudou. O que mudou foi minha fé. Ele era claro em apontar a representação de cada orixá nos desfiles, do culto à vaidade, a explicação do enredo. Também me dizia porque os terreiros de macumba fecham durante o carnaval e porque seus seguidores precisam oferecer sacrifícios e pedir "licença" para "brincar" o carnaval. Tenho 34 anos e nada contra o samba. É um dos ritmos mais bonitos e irreverentes do nosso país. E por meio dele, também é possível adorar a Deus. Prova disso foi o Bezerra da Silva! Quem não se lembra desse grande malandro? Antes de morrer, o malandro virou servo do Deus vivo e o adorou com o samba!Não vou negar que um desfile de escola de samba é bonito. A cada ano os profissionais do carnaval ficam mais competentes. Mas, com o tempo, convertido aprende a ser crente. E crente aprende coisas sobre o mundo espiritual e sobre Deus que superam em muito, a fugaz alegria do carnaval. Nenhuma folia, seja no Rio, Minas, Bahia ou Recife se compara, nem de longe, ao batismo com o Espírito Santo. Pergunte a quem já esteve nos dois lados. Se o cidadão viveu essa experiência, mas se afastou do evangelho e ainda tem temor, tenho certeza de que, mesmo sem forças, ele gostaria de ser renovado na fé e voltar ao primeiro amor. Se o sujeito estiver firme na palavra, você já vai saber qual é a resposta. Bezerra, o grande malandro carioca, experimentou. E não largou mais.

domingo, 6 de março de 2011

VOCÊ É ANSIOSO?


Um estudo publicado pela revista científica britânica New Scientist afirmou que pensar em Deus diminui problemas de ansiedade e dor. A pesquisa, feita por cientistas da Bowling Green State University de Ohio(EUA), concluiu que a meditação espiritual facilita o relaxamento e ajuda as pessoas a suportar a dor. Especialistas reuniram estudantes voluntários em três grupos de meditação.

No primeiro grupo, chamado “espiritual”, os participantes tiveram que se concentrar e repetir frase como “Deus é amor” e “Deus é paz”. No segundo grupo, o “secular”, os voluntários pronunciaram frases do tipo “Sou feliz” e “Estou contente”. O terceiro grupo simplesmente tinha que relaxar.

Os grupos foram reunidos por 20 dias e realizam as tarefas propostas durante 20 minutos por dia. Enquanto isso, os pesquisadores usavam técnicas psicológicas para avaliar o estado de ânimo dos participantes. Os cientistas também mediram a capacidade de suportar a dor física dos estudantes, que mantiveram as mãos em um recipiente com água a dois graus centígrados. Os voluntários do grupo “espiritual” deram mostras de uma maior redução da ansiedade que o resto, pois foram capazes de manter as mãos na água gelada durante um período de tempo duas vezes mais longo que os outros participantes.

A diretora do estudo, a professora Amy Wachholtz, da Bowling Green State University de Ohio, explicou que, ao pensar em Deus, os estudantes do grupo “espiritual” alcançaram um estado mais complexo que o mero relaxamento. “É possível que exista algo único e inerente à prática da meditação espiritual que não pode ser obtido por meio da meditação secular ou do relaxamento”, declarou Wachholtz.

Ansiedade não é uma doença nova. O ser humano é inquieto e imediatista. E parece que sofre ainda mais quando tem a habilidade de planejar e executar. Contraditório? Muito pelo contrário: quanto mais o nosso intelecto se especializa em planejar e realizar mais despreparada fica a nossa alma quando alguma coisa não caminha pelos trilhos que desenhamos.

É aí que entra a fé! Até hoje, cientistas tentam entender como pensar em Deus pode diminuir a ansiedade e ajudar a suportar a dor. Como um crente pode atravessar um deserto e ainda ter força para ir adiante.

Essa é a história de Calebe, o amigo de Josué, sucessor de Moisés. Um sujeito que tinha uma firme convicção de fé. Resumindo: após fugir do Egito, país onde nasceu escravo, atravessou o deserto de Parã. Provavelmente era um menino de colo e, ao longo de 40 anos, viu de tudo: Mar Vermelho se abrir, comida (maná) cair do céu, água brotar da rocha, roupa e sapato não envelhecer e uma geração de incrédulos morrerem por falta de fé. Ao chegar no destino, um grupo foi enviado para espiar Canaã – a terra que a ser conquistada. Na volta, seu relato calou um povo desesperado, que preferia voltar a ser escravo e se alimentar de cebolas no Egito a enfrentar gigantes e conquistar uma terra fértil e próspera, fruto da promessa de Deus. Foi chamado de louco, com certeza. Tentaram matá-lo, mas ele sabia quem tinha feito a promessa. Sua ansiedade em conquistar a terra prometida o movia a acreditar mais Naquele que havia feito a promessa e que sempre será fiel para cumprí-la.

Resultado: da velha geração, apenas Josué e Calebe entraram em Canaã. Calebe herdou o território de Hebrom, travando e vencendo uma batalha aos 85 anos. Antes de enfrentar o desafio afirmou que sua força e fé eram iguais há 45 anos, ou seja, quando chegaram em Canaã.

Não é fácil ser dependente de Deus, quando todo o sistema só estimula a prática do ter e não a do ser.

O segredo é descansar em Deus. Alguns cientistas ainda tentam entender isso.

Fontes: